Estrelas da Black Music que já Partiram.
MC Marcinho, o 'Príncipe do Funk', morre no Rio aos 45 anos neste sábado (26/08/2023)
Um dos maiores nomes do ritmo no Brasil e um dos criadores do funk melody, artista é autor de hits como 'Glamurosa' e 'Rap do solitário'. Funkeiro morreu de complicações de problemas cardíacos.
Morreu neste sábado (26), no Hospital Copa D'Or, Marcio André Nepomuceno Garcia, o MC Marcinho. A informação foi confirmada pela unidade de saúde, às 9h38.
Conhecido como o Príncipe do Funk, um dos maiores nomes da história do ritmo no Brasil tinha 45 anos e sofria de problemas no coração. Marcinho deixa cinco filhos.
Estava no CTI desde 10 de julho, após sofrer uma parada cardíaca. Desde então, os médicos vinham tentando salvá-lo com diversos procedimentos, como a implantação de um coração artificial e o uso da Ecmo, uma espécie de pulmão artificial externo. Neste sábado, ele não resistiu.
Príncipe do funk
MC Marcinho é um dos criadores de um estilo de funk dançante e muito popular, o chamado funk melody. É autor de grandes sucessos como “Glamurosa", "Rap do solitário", "Porque te amo", "Vou catucar", "Tudo é Festa" e "Garota nota 100".
O artista é da geração de funkeiros que estourou nos anos 1990, época do auge da Furacão 2000. Frequentou festas e programas de auditório ao lado do DJ Marlboro, Claudinho e Buchecha, Copacabana, Latino, entre outros. Juntos, levaram o funk a todo o país.
Seu primeiro sucesso foi o "Rap do solitário" ("Amor, por que você me trata assim? / Apenas quero te fazer feliz..."). Popularizou o funk com letras que contavam o dia a dia da juventude das favelas e periferias do Grande Rio.
Marcinho nasceu em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e trocou o sonho de ser jogador de futebol para virar MC. Na adolescência, foi morar em Bangu, na Zona Oeste da capital, e nunca mais saiu. “Aqui encontrei a minha felicidade", dizia.
Ao lado de um dos muitos parceiros da carreira, Bob Rum, cantou em “Zona Oeste” a identificação com o bairro: “Eu sou Marcinho de Bangu / Sou Bob Rum de Santa Cruz...”.
'Glamurosa': inspirada em Xuxa e sucesso nacional
O sucesso no início dos anos 1990 foi impulsionado por programas de TV como o da Xuxa e de Regina Casé.
Em entrevista ao jornalista Pedro Bial, em 2022, chegou a se emocionar a falar da gratidão às duas apresentadoras, e explicou por que "Glamurosa" é inspirada na "Rainha dos Baixinhos" – a letra cita: "Glamurosa, rainha do funk / Poderosa, olhar de diamante".
"O 'rainha do funk" tem a ver com a Xuxa, né? Porque ela é nossa rainha. Era considerada a rainha dos baixinhos, mas ela é a rainha do funk. Ela foi uma das primeiras a bater no funk que era funkeira, que não tinha preconceito e levava todos os MCs, os artistas do funk em seu programa", lembrou. "Eu chego a ficar emocionado porque sou muito grato (...) Eu passei a ser um cara conhecido no Brasil todo e até mesmo fora do Brasil justamente por causa do programa da Xuxa e por causa do programa da Regina Casé."
Na letra de "Glamurosa", ele também deixava claro que gostava de ser referência quando o assunto era romantismo, em meio a um gênero muitas vezes estereotipado por funks de apologia à violência e com excesso de sexualidade: "Se quiser falar de amor, fale com o Marcinho".
Marcinho atribuía seu sucesso ao fato de fazer um "funk do bem".
“Gosto de cantar o funk do bem. O segredo é cantar letras com conteúdo e que toquem o coração das pessoas, além de ter a batida envolvente. Nos meus shows ninguém fica parado e ao mesmo tempo ninguém canta pornografia”, disse em entrevista ao Ego, em 2011.
Lançamentos recentes
Entre seus mais recentes sucessos estão "Salve favela", parceria com o ator e ex-BBB Babu Santana, e "Quero te levar", com a participação da cantora Lourena.
"Pra mim, o Marcinho é o Roberto Carlos do funk. Justamente quando estava se agitando, pulando, vinha o Marcinho falando de amor de uma forma contundente, e era sucesso pra caramba. Quem não tem minha idade, é de morro carioca e não sabe cantar as músicas do Marcinho? É o mesmo fenômeno da minha avó, por exemplo, sabendo todas do Roberto. Quem tem minha idade sabe todas do Marcinho", disse Babu.
MC Marcinho ainda viu o antigo hit "Garota nota 100" voltar às paradas de sucesso. Lançada há 25 anos, a música foi incluída na trilha sonora da novela "Vai na fé", da TV Globo.
Com mais de 30 anos de carreira, Marcinho produzia um documentário sobre sua trajetória quando foi internado.
Internações, tiros e superação
A internação está longe de ser raridade na vida de Marcinho. Desde o início dos anos 2000, foram muitas lutas para sobreviver.
Em 2006, sofreu um grave acidente e ficou oito meses no hospital. A van onde estava com sua equipe bateu em um ônibus, causando a morte de duas pessoas.
Muito ferido, Marcinho foi levado a um hospital particular para tentar evitar que tivesse que amputar a perna, o que aconteceu. Mas o artista não tinha plano de saúde, e os custos da internação o levaram a gastar todo o dinheiro que havia acumulado na carreira.
Para se recapitalizar, voltou aos palcos ainda de cadeira de rodas, com a perna imobilizada, em recuperação.
Ainda em 2006, meses após o acidente, um livramento. Bandidos deram quatro tiros em direção ao carro de Marcinho e da família durante uma tentativa de assalto. Apenas a mulher dele ficou ferida levemente, na mão, por estilhaços.
A volta a fazer shows de pé foi em 2008. Afastado da grande mídia, ganhava dinheiro com shows em festas de aniversário, 15 anos e casamentos.
Em 2019, outro susto: um princípio de infarto o levou novamente ao hospital.
Em 2020, chegou a ser internado no CTI devido a complicações da Covid. Ao receber alta da terapia intensiva, ele postou um vídeo agradecendo a todos que o ajudaram e o apoiaram, falou ao público para levar a sério a doença.
No ano seguinte, o funkeiro ficou em coma por quatro dias em decorrência de uma infecção bacteriana no pé esquerdo. A doença atingiu o pulmão, e Marcinho passou mais três meses no hospital.
A última internação havia sido em julho de 2021, quando o cantor implantou um marca-passo devido a problemas cardíacos.
Foi justamente para ajustar esse marca-passo que o Marcinho foi hospitalizado pela última vez, em maio deste ano.
Uma parada cardíaca no último dia 10 o levou para o CTI, onde foi necessário o uso da ECMO, uma espécie de pulmão artificial que troca o CO² por oxigênio no sangue, fora do corpo. Dias depois, foi implantado um coração artificial no cantor, mas ele não resistiu.
Mc Marcinho costumava cantar: "Diz pra mim o que seria de mim se não fosse o funk." Mas o que teria sido do funk sem MC marcinho? 😔
Fonte: G1
Baixada Rap Nine
Novo Aplicativo
Se liga na NOVA PROGRAMAÇÃO
Dia 12 de Novembro (2022) foi iniciada uma NOVA PROGRAMAÇÃO aqui no VELHO DO FUNK .
(Clique na imagem para ampliar)
Datas Comemorativas
Dia Da Música 22 de Novembro (Brasil)
Dia do Músico (Brasil) – 22 de Novembro
O Dia do Músico no Brasil é comemorado anualmente em 22 de novembro. Esta data homenageia os artistas que interpretam melodias e harmonias que encantam a humanidade há milhares de anos. O Dia do Músico é comemorado no mesmo Dia de Santa Cecília, reconhecida como padroeira dos músicos pelos católicos no Brasil.
Origem do Dia do Músico (Dia de Santa Cecília)
O Dia do Músico é celebrado em 22 de Novembro em homenagem à figura de Santa Cecília, considerada a padroeira dos músicos, de acordo com a tradição Católica.
Santa Cecília nasceu em Roma em meados do século III. A jovem costumava participar das missas do Papa Urbano I e era uma cristã bastante devota. No entanto, um dia, sem saber, foi prometida por seu pai para se casar com Valeriano, um homem pagão.
Diz a lenda que, na noite de núpcias, Cecília recusou-se a perder a virgindade e cantou para o esposo a beleza de manter a castidade.
O canto de Cecília convenceu Valeriano a manter a esposa virgem. Na verdade, o marido se emocionou tanto que decidiu se converter ao cristianismo e sair da vida pagã. Em seguida, o irmão de Valeriano, Tibúrcio se converteu ao cristianismo e ambos foram condenados à morte.
Mais tarde, Cecília se enfrentaria aos funcionários da corte romana e seria torturada a fim de renunciar sua fé. No entanto, qual mais lhe submetiam aos sofrimentos, mais ela se mostrava mais disposta e cantava a Deus.
Ao fim de alguns dias foi decapitada. Sua festa se comemora desde o século V, mas somente em 1594, ela foi nomeada padroeira da música pelo papa Gregório XIII. E por sua vida e obra ter sido associada à música escolheu-se o dia de Santa Cecília para também celebrarmos o Dia do Músico.
A Mitologia Grega e a Música
De acordo com a lenda grega, os deuses pediram para que Zeus criasse divindades que pudessem cantar em celebração às vitórias contra os Titãs.
Zeus, atendendo aos pedidos, passou 9 noites de amor com Mnemosia, a deusa da memória, e desta união nasceram 9 entidades, que foram chamadas “Musas”. Aliás, a origem da palavra música vem daí.
Entre as suas novas criações, estava Euterpe, a musa da música, que formou par com Apolo, deus do Sol e da música, para louvar as vitórias dos outros deuses.
Euterpe, geralmente, é representada com uma coroa de flores à cabeça e uma flauta entre as mãos.
FUNK DA ANTIGA É AQUI ! (24 horas)
Marvin Gay
O início da carreira do cantor foi em 1961, na Motown, onde Gaye rapidamente se tornaria o principal cantor da gravadora e emplacaria numerosos sucessos durante os anos sessenta, entre eles "Stubborn Kind of Fellow", "How Sweet It Is (To Be Loved By You)", "I Heard It Through the Grapevine" e vários duetos com Tammi Terrell, incluindo "Ain't No Mountain High Enough" e "You're All I Need to Get By", antes de mudar sua própria forma de se expressar musicalmente. Gaye é importante por sua luta por produzir seus sucessos, mas criativamente restritivo - no processo de gravação da Motown, intérpretes, compositores e produtores eram geralmente mantidos em áreas separadas.
Uma série dos sucessos de Gaye pela Motown foram duetos com artistas femininas, tais como Mary Wells e Kim Weston. O primeiro LP do cantor a aparecer nas listas da Billboard foi o Together, de 1964, disco de duetos com Wells. No entanto, a parceira mais popular e memorável de Marvin foi Tammi Terrell. Gaye e Terrell tinham um bom relacionamento e o álbum de estréia da dupla, United, lançado em 1967, gerou uma série de sucessos, como "Ain't No Mountain High Enough", "Your Precious Love", "If I Could Build My Whole World Around You" e "If This World Were Mine".
Após alguns lançamentos póstumos, que fortaleceram a memória de Marvin na consciência popular, o cantor foi introduzido ao Rock and Roll Hall of Fame em 1987. Mais tarde, também ao Hollywood's Rock Walk e, em 1990, ganharia uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.
Funk da antiga para baixar
12 De Novembro, dia do HIP HOP
A origem da palavra Hip Hop é incerta. Muitos relacionam com antigas gírias das periferias da costa leste dos EUA. Mas a raiz de seus costumes pode ser amplamente estudada e conhecida. Kool Herc, que carrega o título de pai desta cultura, foi um imigrante jamaicano, e trouxe consigo diversos elementos da cultura Sound System. Outros ritmos da música negra daquela época, como o soul, também foram extremamente importantes para seu início. A cultura negra é sua origem, seja com o resgate da percussão tão comum às manifestações culturais africanas, proibida por um período naquele país, ou com o MC como fio de continuidade dos griots, mestres da oralidade. Por isso o Hip Hop é parte da cultura negra.
Seus quatro elementos originais são o DJing, Breaking, Graffitti e
MCing.O Djing é a arte de utilizar a tecnologia para criar bases musicais.
Nesse elemento, representado por DJ’s, está muito presente o lado
dessa cultura como parte da era da reprodutibilidade técnica.
Originalmente reciclando canções gravadas, DJ’s criam bases
para músicas e animam eventos.
O Breaking é a expressão corporal através da dança, que pode tomar diversas formas com uma série de nomes. No Brasil, mescla-se com elementos da capoeira.
Através da dança, o Hip Hop trabalha não só a mente, mas também a saúde física.
O MCing é um elemento comum a outras culturas que carregam a
mesma origem. No Hip Hop é materializado no MC, Mestre de Cerimônias, que carrega a missão de transmitir através da música falada mensagens que têm como fins elevar a autoestima da população oprimida, denunciar problemas sociais, transmitir sentimentos, da alegria à dor e diversos outros tipos de mensagens.O padrinho do Hip Hop, Afrika Bambaataa, fundador da Zulu Nation, foi o responsável pela introdução do que é considerado o quinto elemento: o conhecimento. Com o lema de “paz, amor, união e diversão” esta organização promoveu o apaziguamento de várias disputas de gangues dos guettos estadunidenses. Naquele período surgiram as batalhas de break dancing e de MC’s, que substituíram o conflito armado pela criatividade artística. Esta última modalidade hoje se espalha pelo Brasil.
O Hip Hop possui pouco mais de 40 anos, sendo algo muito novo. Porém, sua influência no mundo é gigantesca, sendo responsável por elevar a autoestima da juventude periférica, principalmente não-branca, de favelas e quebradas do mundo todo. Um de seus produtos, o rap, é considerado por pesquisadores o ritmo mais ouvido e influente no mundo. Está presente em diversos países, abrindo caminhos para setores marginalizados da sociedade através da cultura.
Apesar da constante mercantilização de seus elementos, que leva à separação destes, o Hip Hop renova-se constantemente, mostrando uma incrível capacidade de opor-se à indústria cultural e fazer trabalhar mentes e corações até então desacreditadas.
Viva o Hip Hop!


































